
Por Sérgio RibeiroAlgumas histórias sobre o que tem acontecido em Maurití-CE, cidade alvo do 53° Projeto Missionário da Juvep.
Primeiro Culto na Praça A Praça da Matriz é bonita e comprida, mais de cem metros, bem arborizada, numa extremidade a bela e imponente Matriz da Senha Imaculada Conceição, na outra o largo de uma das principais avenidas. É o coração do centro da cidade, todos os veículos passam por lá e à noite é o principal ponto de encontro das pessoas, o local preferido dos namorados e onde muitas crianças aproveitam para correr e brincar. A Matriz estava apinhada de gente e quando a missa terminou começamos, na outra ponta da praça, o culto. Muita gente estava aguardando e mais pessoas chegaram com o término da celebração católica. Uma pequena multidão de mais de 250 pessoas se aproximam e com bastante atenção participaram do culto. Louvores, teatro, pregação da Palavra e por fim, para matar a curiosidade do povo, a apresentação por estado e nação de nossa equipe. Ao final do culto as pessoas vinham cumprimentar-nos, dar as boa vindas, pedir visita, compartilhar suas lutas, nos sentimos muito bem acolhidos pela população. Agora, contamos com as suas orações para sermos usados por Deus na evangelização dessa boa gente que, sem Jesus vai para o fogo eterno! 
Menino “Profeta” Nem filho de crente é, mas quando Deus quer, usa. O simpático menino de sete anos estava na Praça da Matriz aguardando que o culto de abertura de nossa programação evangelística começasse. E nós aguardávamos que a missa terminasse para ligar nosso som e começar os louvores. De repente, o menino chega para o jovem Amizadai (RN), de nossa equipe, e diz: “Reúna o povo e diga que ainda há esperança para Mauriti!”. Admiradíssimo com a inusitada iniciativa do garotinho, Amizadai entende que foi o Senhor que nos deu essa palavra de encorajamento. Nós sabemos, e fomos lembrados por Deus: Há uma única esperança para o povo de Mauriti, que se chama Jesus Cristo! Aleluia! Seu Expedito ─ seu interesse é grande. Este simpático senhor tem 80 anos, viúvo, mora só, tem quatro filhos, um mora em Mauriti e os outros “estão espalhados por aí”, explicou. Sua casa serve, de vez em quando, de apoio aos parentes da zona rural. Daniela (PB) e Nelson (SP) foram bem recebidos e depois de se apresentarem, compartilharam do amor de Deus e do Seu plano para a salvação do perdido pecador. Apesar das dificuldades de entender as coisas, seu interesse é grande. Oremos para que o Espírito Santo abra seu entendimento para a compreensão do cerne da mensagem do Evangelho. Joaninha (nome fictício) Ela tem apenas 7 aninhos, é muito pobrezinha, criada pela avó que tem debilidades mentais, sua mãe é prostituta e não lhe dá a devida atenção. Seu pai? Joaninha nem conhece. Além de tudo isso, Joaninha convive com um problema muito triste: ela anda como menino, tem o cabelo cortado como de menino, anda sujinha e só de calção, como se fosse menino. Sua avó e sua mãe queriam que ela fosse menino, e ela disse ao Daniel (ES): “quando crescer o que eu quero ser um rapaz”! Nosso coração ficou condoído com sua situação, que só Jesus pode mudar. Ore pela Joaninha, a Bíblia afirma que “muito pode por sua eficácia a oração do justo”. Zé Gavião, dos primeiros crentes de São Miguel Já é um senhor, prá lá dos 70 anos. Crente fiel e hospitaleiro, nos convidou para almoçarmos em sua casa, nas redondezas no Povoado de Coité, uns 04 Km de Mauriti, CE. Na brisa leve e gostosa de sua casa, ao sabor de uma galinha de capoeira, ele nos contou a história de sua conversão. Lá pelos idos de 63, quando crente era coisa rara por essas bandas do sertão cearense, principalmente nas cercanias de Juazeiro e Crato, ele entregou sua vida a Cristo. Na época, a região que mora era dominada pelo proprietário de quase todas as terras, Coroné Chicão (nome fictício), que construiu casas, escolas, praças e atraiu gente para morar nesse lugar chamado Coité. Católico “do pé-rocho”, “brabo” e ignorante, não aceitava oposição e nem opinião contrária, quanto mais um crente por perto! Quando soube da conversão de Zé Gavião, decidido como era, chamou seus capangas e ordenou: “Surrem o Zé Gavião, queimem sua casa e expulsem sua família desse lugar, não quero essa desgraça de crente aqui por perto, não!”. Mas, Zé Gavião tinha uma família grande e unida, irmãos, tios, primos e aderentes, e todos eram homens valentes que não levavam desaforo para casa, não, de jeito nenhum! Quando souberam da ameaça que seu parente sofrera, não tiveram dúvida e nem perderam tempo: foram defendê-lo, tomar suas dores, pois sabiam que ele agora era crente e não ia revidar a agressão. O irmão Zé Gavião, novo convertido convicto, disse a seus parentes, “Ói, gente, eu num ‘vô’ me defender não, num ‘vô’ levantar minha mão para bater em ninguém, pois sou crente; mas sabe, vocês ‘nun’ são crente, ‘tejam’ à vontade para fazer o que quiserem ‘cum’ esse povo besta que quer me fazer mal só ‘pruquê’ agora eu sirvo a Jesus!”. O Coroné Chicão, que apesar de brabo era sabido, desistiu do que ia fazer e até hoje Zé Gavião mora lá, contando a história para a glória de Deus. |