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Mais notícias sobre as enchentes no nordeste

Ainda há muito sofrimento nas cidades alagadas. Por Marcos, Sal da Terra.

As enchentes trouxeram muitas necessidades para as cidades alagadas. A necessidade de ajuda ainda é muito grande.

Hoje a nossa situação é a seguinte:

Nós temos, cidades sem ainda sem nenhuma infra-estrutura. Para que se tenha uma idéia, irmãos nossos não têm mais casa, água, energia elétrica, roupas, colchão, igreja, Bíblia… A cheia acabou com tudo! Existe cidade, como Santana do Mundaú, onde não ficou nenhum templo evangélico em condições de uso.

Sabe o que é uma noite de sono completa? Tem gente que ainda não tem condições desta necessidade. Tudo molhado, sujo, apertado (escolas) e fedorento.

Diferentemente do Haiti, o Brasil, graças a Deus, tem logística suficiente para reverter com brevidade, pelo menos as questões mais básicas como água, energia, estradas (pelo menos aquelas que as pontes não caíram).

Nós (Sal da Terra e IV Igreja Presbiteriana de Garanhuns) estamos:

. Levando quentinhas para Correntes. Por que algumas famílias ainda não têm onde preparar alimentos. Cada quentinha tem sido dividade com duas pessoas.

. Levamos colchões, roupas e material de higiene

. Hoje à noite, confeccionamos 750 cestas básicas para levar a Santana do Mundaú amanhã logo cedo. Apesar dos trabalhos efetuados até o momento, ainda tem gente se alimentando com precariedade. Nesta cidade, não há ainda NENHUM local para se adquirir alimentos, todo comércio foi destruído.

. Estamos nos preparando para receber na próxima semana o Ônibus da Salvação. Eles virão com médicos. Neste momento é muito importante a vinda desta equipe até aqui. Nós estamos subsidiando a vinda deles. Nossa preocupação são as doenças de veiculação hídrica, posto que, as cidades mais atingidas continuam sem nenhuma estrutura de saneamento. (água tratada e esgoto) Não há com lavar os domicílios que caíram, como lavar roupas, tomar um banho… Os rios e os caminhões pipas são as únicas fontes de água, mas estamos falando de água bruta (sem tratamento).

Todo trabalho é feito por voluntários, funcionários públicos, militares e outras entidades da sociedade civil. (neste momento ainda faltam voluntários e equipamentos)

Os donativos têm chegado em grande volume, mas não pode desmobilizar as arrecadações de medicamentos, alimentos, roupas íntimas, produtos de higiene e água, pois a reconstrução irá demorar nas cidades mais atingidas.

Algumas questões de planejamento ainda não foram definidas, como por, exemplo: Onde reconstruir as casas e por quanto tempo os desabrigados vão se amontoar nas escolas e quadras esportivas? Como manter as pessoas com saúde, em condições tão elementares de higiene? como manter a ordem nestes ambientes com um monte de gente com ânseios e custumes tão diferentes? São famílias que se espremem neste albergues improvisados. Como manter a sociedade mobilizada, posto que tudo vai demandar tempo?

Algumas necessidades vão surgindo com as atividades. Soluções também vão surgindo com a descobertas destas necessidades. Tem gente pensado, tem gente trabalhando e infelizmente, gente tirando proveito desta situação.

A situação assemelha-se a um enorme quebra-cabeças. Somos gratos a Deus por todos que têm se empenhado neste desafio de “remontagem de tudo”.

Orem pela reconstrução.

Um grande abraço

Marcos – sal da terra

 

Caso queira e possa ajudar as vítimas das enchentes, escreva para Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.